| Não tem a ver com os olhos cheios de lágrimas de Micarla, quando ela falou de Carlos Alberto, ontem no programa eleitoral e ela dizendo que é jornalista, se orgulha se ser jornalista, que pegou na mão de uma criancinha pobre e coisa e tal. Não. Isso aí é outra coisa. É com nojo da picaretagem que inunda essa profissão e que fica mais evidente numa campanha eleitoral, quando estão em jogo os empregos e as promessas de benesses no governo que o vencedor irá formar. Numa campanha a turma do vale tudo jornalístico perde de vez a compostura. Abro os jornais de manhã, preparado psicologicamente para não me surpreender ou me escandalizar, mas confesso que não consigo. É demais para o meu estômago! Nada de ideologia, militância política ou partidária, afinidade, simpatia, gratidão, encanto com as propostas ou idéias do candidato... Nada disso conta para os nossos intrépidos jornalistas (aqui incluídos os semi-analfabetos que se passam por jornalistas). Gostaria de saber de Gustavo C, de Fernando M, de Daniel D e outros amigos que moram em outros estados se o jornalismo político nos estados onde eles moram está tão degradado como aqui nessa fértil terra para picaretas e afins. Difícil, mas muito difícil mesmo citar um jornalista com alguma independência e honestidade por aqui. As exceções, para não generalizar e ofender os raros e bons, são raríssimas e contam-se nos dedos das mãos. Tácito Costa Data: 25/09/2008 - Horário: 09h09min |
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Picaretagem explícita
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