terça-feira, 30 de setembro de 2008

Caiu a mascara!

30/09/2008

Atestado...


Se o fax que chegou à coluna tiver todos os fundamentos, a luta do prefeito Carlos Eduardo pela preservação do meio ambiente e dos últimos-cartões-postais de Natal pode não ter resultado.

Fax de uma carta assinada pelo corretor Wlademir Bezerra, enviado aos colegas de imobiliárias.

...Para liberar...

Precupa muito o último parágrafo do fax, que diz: “As lideranças do setor imobiliário estão promovendo uma reunião com o candidato a vereador Leôncio Queiroz e a futura prefeita Micarla de Souza. Nós do setor imobiliário é que temos que indicar nomes à presidência da Semurb e para todos os cargos técnicos de importância para o setor imoboliário. Além de outras sugestões que desejamos fazer à prefeita Micarla de Souza, que, com certeza, fará do seu governo o mais próspero para a vida da cidade e do seu povo”.

No final: Vote para prefeita Micarla de Souza – nº 43 – Vote para vereador Leôncio Queiroz.

...Construções?

E continua: “Ninguém conhece mais de desenvolvimento urbano com sustentabilidade ambiental que corretores de imóveis”.

Termina com uma frase ainda mais intrigante: “Esta é a nossa vez”.

Resumo da ópera: é como entregar rebanho de ovelhas a lobos...

Dá até para imaginar uma Natal do futuro com construções na área Non Aedificandi de Ponta Negra, liberação dos espigões ao pé do Morro do Careca...(http://tribunadonorte.com.br/coluna2028.html)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

MENTIRA

Leiam o que ela disse em 2006:

A candidata verde declarou ontem que era mais uma natalense que votou em Lula...
Veja a verdade:

http://www2.uol.com.br/omossoroense/270806/conteudo/politica2.htm

Lex



Picaretagem explícita


Hoje eu amanheci com uma vontade enorme de procurar o diploma de jornalista, que deve estar no meio de uma montanha de papéis em algum lugar aqui de casa, rasgá-lo, tirar o nome “jornalista” que fica aí embaixo do meu nome e pedir que esqueçam que exerci essa profissão algum dia. Só não pedirei que esqueçam o que escrevi, como fez o outro.

Não tem a ver com os olhos cheios de lágrimas de Micarla, quando ela falou de Carlos Alberto, ontem no programa eleitoral e ela dizendo que é jornalista, se orgulha se ser jornalista, que pegou na mão de uma criancinha pobre e coisa e tal. Não. Isso aí é outra coisa. É com nojo da picaretagem que inunda essa profissão e que fica mais evidente numa campanha eleitoral, quando estão em jogo os empregos e as promessas de benesses no governo que o vencedor irá formar. Numa campanha a turma do vale tudo jornalístico perde de vez a compostura.

Abro os jornais de manhã, preparado psicologicamente para não me surpreender ou me escandalizar, mas confesso que não consigo. É demais para o meu estômago! Nada de ideologia, militância política ou partidária, afinidade, simpatia, gratidão, encanto com as propostas ou idéias do candidato... Nada disso conta para os nossos intrépidos jornalistas (aqui incluídos os semi-analfabetos que se passam por jornalistas).

Gostaria de saber de Gustavo C, de Fernando M, de Daniel D e outros amigos que moram em outros estados se o jornalismo político nos estados onde eles moram está tão degradado como aqui nessa fértil terra para picaretas e afins.

Difícil, mas muito difícil mesmo citar um jornalista com alguma independência e honestidade por aqui. As exceções, para não generalizar e ofender os raros e bons, são raríssimas e contam-se nos dedos das mãos.

Tácito Costa
Data: 25/09/2008 - Horário: 09h09min

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Mais de 13 milhões de brasileiros subiram de faixa social na década


Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada ontem indica que 13,8 milhões de brasileiros subiram de faixa social entre 2001 e 2007. Os dados foram definidos a partir dos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007, divulgada na semana passada.

Do total, 74%, ou 10,2 milhões, saíram da classe de renda baixa (até R$ 545,66 de renda familiar), e 3,6 milhões de pessoas passaram da classe intermediária (de R$ 545,66 a R$ 1.350,82) para a classe de renda mais alta (renda familiar superior a R$ 1.350.82).

Para o líder da bancada do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PE), os resultados revelam que o governo do presidente Lula tem cumprido sua proposta. "Tanto a aprovação do governo Lula quanto esse novo estudo do Ipea mostram que o governo do PT tem cumprido a sua proposta de implantar um outro modelo de desenvolvimento, que gere inclusão social, além de combate a desigualdade e a pobreza. Os índices de aceitação do governo Lula mostram que o povo brasileiro cresceu também na sua consciência política, ao manifestar aprovação ao programa progressista de esquerda de redução das desigualdades", destacou Maurício Rands.

Para o deputado José Genoíno (PT-SP), os resultados da pesquisa são o maior indicador de como o governo Lula adotou políticas de distribuição de renda. "Essa pesquisa é prova de que houve decisão do governo de incentivar e tomar medidas para tornar efetiva a distribuição de renda. Considerando que o Brasil está construindo um projeto nacional e popular, é fundamental prosseguir com essa opção política", afirmou.

Resultados - Segundo o Ipea, o crescimento da economia e os programas de transferência de renda fomentaram a ascensão das pessoas das classes mais baixas. De acordo com o Pesquisador do Ipea, Ricardo Amorim "o que mais chamou a atenção foi a movimentação de pessoas do nível mais baixo para estratos mais elevados. A movimentação deles superou o crescimento da economia e passou a ter mobilidade social ascendente que não se via desde os anos 80", afirmou.

O pesquisador do Ipea considera que a população emergente que estava na classe mais baixa tem baixa escolaridade - 57,1% têm até a 4ª série do ensino fundamental e 1% têm nível superior - e está concentrada nas regiões Nordeste e Sudeste. Moram em centros urbanos 82% dessa população, sendo que 62,5% dos emergentes da classe mais baixa para a intermediária são considerados não brancos (pretos, pardos, indígenas e amarelos).

Já entre os emergentes da classe intermediária, a escolaridade foi um pouco superior - 39% têm até a 4ª série do ensino fundamental e 4% têm nível superior. Quase a totalidade - 90% - dos brasileiros que passaram para a classe considerada mais alta moram em centros urbanos, e 56% dessa população é branca. "Para o bloco mais alto, a qualidade é melhor. O crescimento econômico do mercado de trabalho os alcançou e eles estão conseguindo se inserir de maneira produtiva e duradoura. Ou seja, se esse crescimento econômico for mantido, esse pessoal não volta mais para a situação anterior", observou.

A classe mais baixa passou a representar 27,4% da população, ou 49,7 milhões de brasileiros. No chamado grupo intermediário, estão 66,5 milhões, e a chamada classe de renda mais alta soma 64,9 milhões de pessoas. No Nordeste, as pessoas com renda familiar de até R$ 545,66 representam 49,2% da população. Em 2001, significavam 57,3% dos habitantes.

No Sul e no Sudeste, a parcela com renda mais baixa representava 21,4% da população em 2001. Seis anos depois, significavam 15% no Sul e 16,9% no Sudeste. Ainda no Sudeste, a população com renda familiar superior a R$ 1.350,82 era correspondente a 43,8% do total em 2001, e pelos dados atuais, já chegam a 45,5%. Já no Nordeste, os que estão enquadrados na classe mais alta representam 16,7% do total. Em 2001, respondiam por 14,5%.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Com o PT, tudo bem


Com o PT, tudo bem

A nova frase da campanha de Alckmin, em São Paulo, afirmando que" com Lula tudo bem, o problema é o PT", guarda inequívoca similitude com alguns intelectuais que asseguram que há necessidade de se reconstruir a esquerda, por conta de uma suposta cooptação de movimentos sociais e da militância por parte do governo petista.

Há um tipo de análise da consolidação do sistema político-partidário brasileiro que, por operar no campo estéril da lógica binária, impossibilita a compreensão da dinâmica dos partidos, seus movimentos contraditórios, suas crises e recuperações. É um tipo de raciocínio que, esbarrando em oposições excludentes, não consegue avançar para além dos sofismas, tanto à direita quanto á esquerda.

O protagonismo do Partido dos Trabalhadores incomoda tanto o campo conservador que, há anos, sentencia o fim do seu capital político, quanto certos setores de uma esquerda que mescla, em doses desiguais, oportunismo e ingenuidade.

A nova frase da campanha de Alckmin, em São Paulo, afirmando que" com Lula tudo bem, o problema é o PT", guarda inequívoca similitude com alguns intelectuais que asseguram que há necessidade de se reconstruir a esquerda, por conta de uma suposta cooptação de movimentos sociais e da militância por parte do governo petista. Judicativos, asseveram que é necessário que alguém precise continuar dizendo que a combinação de um modelo excludente com políticas compensatórias não pode ser o projeto de uma esquerda séria. O problema aqui não padece apenas de incapacidade de análise de conjuntura, mas de uma inacreditável perda de memória do passado recente.

É bom recordar que o Partido dos Trabalhadores surgiu rompendo duas tradições: não nasceu dentro do Estado ou por iniciativa dele. Pelo contrário, sua criação se dá contra o aparato estatal e possibilita uma inédita articulação entre a política e a questão social. Foi a primeira experiência bem-sucedida de uma organização que, ao contrário de conhecidos arranjos, não nasceu de cima para baixo, mas da auto-organização da classe trabalhadora, impulsionada pela esquerda católica e por uma parcela expressiva dos que participaram da luta armada contra a ditadura militar.

Mudanças de curso, necessárias para se adequar ao capitalismo pós-industrial, não configuram perda de identidade ou efetividade política. Quem não consegue compreender a diferença entre o atual governo e o anterior no que diz respeito às prioridades na utilização do poder político e fiscal do Estado, deve atribuir a popularidade do presidente a um fenômeno que mistura a dimensão do carisma com uma perda generalizada de consciência política. E isso nada mais é que indigência analítica movida por má-fé.

Imaginar que o PSOL, nascido de uma dissidência parlamentar, pudesse se constituir em um real espaço de construção dos muitos embates que a classe trabalhadora tem pela frente, só revela o perigo que o desejo, quando confundido com a realidade, pode trazer. É a demonstração cabal de como um sonho - de gente, diga-se, muitas vezes bem intencionada – pode se transformar no seu oposto. Em um udenismo que não ousa dizer o nome. "Uma falsificação" que se apresenta como “trincheira”,” lugar de resistência.”.

E o que dizer do tucanato? Outra dissidência parlamentar que, sem base sindical ou uma história de luta de seus quadros mais orgânicos, se apresentou nos anos 1980, como a “social-democracia brasileira". Chegando ao poder, sucateou o patrimônio público, apostou em um ambiente institucional em que o Estado garantiria a “expectativa racional” dos possuidores de riqueza.

Vamos, de uma vez por todas, demarcar o que é o campo democrático-popular. Dele fazem parte o PT, o PC do B, PDT e PSB. O restante, em um sistema partidário cada vez mais estabilizado, está no pólo oposto, como linha auxiliar do neoliberalismo do PSDB. Com Lula, tudo bem. Com o PT, também. Não é hora de aventuras.



Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa.

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/

domingo, 21 de setembro de 2008

Marina Silva vem a Natal para encontro com Fátima


A candidata Fátima Bezerra recebeu na noite desse sábado (21) a ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PT/AC). As duas participaram dos momentos finais da comemoração dos 90 anos da Igreja Evangélica Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte, no estádio Machadão.

Marina Silva e Fátima Bezerra foram recebidas pelo pastor Raimundo João Santana, maior líder da Igreja Assembléia de Deus no Estado. No percurso até o púlpito central da celebração, a senadora foi cumprimentada por vários pastores e tirou muitas fotos com fiéis, ao lado de Fátima.

Após o culto, Marina Silva foi à produtora Center Vídeo, onde gravou mensagem para o guia eleitoral e entregou a Fátima um poema de sua autoria.

Arco e Flecha
"Do arco que empurra a flecha
Quero a força que a dispara
Da flecha que penetra o alvo
Quero a mira que o acerta
Do alvo que é mirado
Quero o que o faz desejado
Do desejo que busca o alvo
Quero o amor por razão.
Sendo assim não terei arma
Só assim não farei guerra
E assim fará sentido
Meu passar por esta terra.
...

(Trechos do poema - Arco e FLecha - da senadora Marina Silva)

APOIO DE AGRIPINO MAIA FAZ MAL A MICARLA


A assessoria de Micarla de Sousa já elegeu o bode expiatório para a queda de sua candidata nas pesquisas. Trata-se do senador José Agripino Maia.

Ela avalia que a presença Agripino no palanque da candidata do PV trouxe mais estragos do que benefícios.

E explica em detalhes:

“Sem Agripino, Lula jamais teria botado os pés em Natal e a campanha estaria fria. Com o presidente aqui, Fátima ganhou o gás que precisava”.

A assessoria da candidata reconhece que cometeu um erro de estratégia quando permitiu que Agripino e Rosalba Ciarlini assumissem o papel de protagonistas da campanha.

“Com a radicalização, a sensação que temos é a de que a vitória de Micarla acabou se tornando secundária para o senador”, disse uma fonte ligada a candidata.

Faz sentido.

Fonte: http://www.ailtonmedeiros.com.br/

sábado, 20 de setembro de 2008

Lula: o que ganha eleição é a beleza dos compromissos



"Não basta televisão para ganhar eleição. É preciso ter caráter, ter honradez, e essa moça (Fátima) tem. Peguem a história política, não acreditem em mim.

Quantos apresentadores de televisão ganharam a eleição e não fizeram nada do que prometeram. Porque é fácil falar no teleprompter. Outra coisa é meter o pau no barro, é ir à periferia. (...) Eu vim aqui falar de segundo turno, mas acho que o potiguar pode fazer não precisar chegar a segundo turno. Vamos ganhar no primeiro.

O que ganha eleição não é beleza, é a beleza das idéias, dos programas, dos compromissos. E isso nínguem tem melhor do que fátima."


O presidente Luís Inácio Lula da Silva começou o seu discurso destacando que Natal é a primeira cidade do Nordeste em que ele faz campanha nestas eleições. Além da capital potiguar, Lula só fez comício em São Paulo.

E lembrou que o maior apoiador da principal adversária de Fátima o achincalhou quando, às 3h da manhã, derrotaram a CPMF, que destinava recursos para melhorar a qualidade da saúde do país.

"Eles acharam que tinham me derrotado, porque eles nasceram em berço esplêndido. Eles sabem que não cheguei na presidência da República de graça. Perdi exatamente três eleições. Foram 12 anos de espera, enquanto muitos poderiam ter desistido. Eu perdia em novembro, em janeiro já estava viajando pelo país para levantar a moral da tropa. Cheguei à presidência na idade certa e na maturidade certa. E muito orgulhoso de estar num palanque desse, com vários partidos. Às vezes, a gente precisa apanhar para aprender que precisamos fazer mais coisa juntas."


O presidente disse que já veio a Natal diversas vezes apoiar Fátima, e enfatizou o quanto ela é vítima de preconceito das pessoas que não aceitam as diferenças, "os preconceitos elitistas deste país". Preconceito que ele diz ter sofrido também por ser um pernambucano que foi, ainda jovem, para São Paulo.

"Mas aprendi que não há nada melhor que a paciência e a perseverança. Por isso, estou com minha alma sorrindo. Estou com alegria grande porque nesta cidade tem essa pessoa (Fátima) disputando com quem está tendo apoio deles. Se a pessoa fosse realmente boa porque não está aqui no nosso palanque, se uniu a quem não deveria se unir nunca."


Lula destacou que seu governo é republicano e que nunca houve uma parceria tão forte entre os governos federal, estadual e município. E afirmou que não governa para prefeitos, mas pelo seu compromisso com o povo brasileiro.

"Nós já cansamos de governantes que governam para os ricos."

A importância da economia da cultura

A importância da economia da cultura

por Joazinho Ribeiro* e Alfredo Bertini

Em recente incursão pelo Rio de Janeiro, visitei as livrarias do IBGE e da Fundação Getúlio Vargas, onde adquiri duas novas e interessantes publicações: 1) “Economia da Cultura – A indústria do entretenimento e o audiovisual no Brasil” (Alfredo Bertini) e 2) “Projetos Culturais – Técnicas de Modelagem” (Hermano Roberto Thiry-Cherques).

O autor citado em primeiro plano é um renomado produtor audiovisual com larga experiência profissional em empresas públicas e privadas, graduado e mestre em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco, especialista em Economia do Trabalho pela OIT/Cepal/Prealc, de Santiago (Chile).

A obra retrata a Economia da Cultura, abordando temas como a indústria do entretenimento, a economia do turismo e a economia do esporte diante da globalização. Enfoca, ainda, o mercado do audiovisual no Brasil, apresentando o mercado de cinema, de TV e publicitário.

No Maranhão, iniciamos a trabalhar a temática da Economia da Cultura somente na gestão do Governo Jackson Lago, de forma sistematizada, como política de governo. Dois fóruns de caráter nacional foram realizados em São Luís, em 2007 e 2008, trazendo para o nosso estado renomados especialistas na matéria, como é o caso da economista Ana Carla Fonseca Reis, consultora especial da ONU para a economia criativa.
Por falar em ONU e em economia criativa, recolho da obra citada do Alfredo Bertini a seguinte anotação:

“O assunto da chamada economia criativa representou a pauta mais destacada da Conferência das Nações Unidas para as economias menos avançadas, em 2001. Nesse encontro, os 50 países representativos das economias mais frágeis do mundo acataram a constituição de um programa de fomento que reconhece o recurso cultural (grifo nosso!) como uma reserva estratégica para um modelo sustentado de desenvolvimento socioeconômico”.

No Brasil, o marco inicial dessa preocupação com a economia da cultura foi registrado a partir de um estudo encomendado à Fundação João Pinheiro pelo Ministério da Cultura. Uma pesquisa foi realizada em 1997 e se utilizou da base de dados referente ao PIB de 1994. Àquela época representava 0,8%. Hoje, ultrapassa a casa dos 5%.

Em 2007, tivemos algumas publicações importantes focalizando esta abordagem, das quais destacamos pelo menos duas. A primeira resulta de uma parceria entre o Ministério da Cultura e o Instituto de Política Econômica Aplicada - IPEA, intitulada “Economia e Política Cultural: acesso, emprego e financiamento”, coordenada pelo antropólogo e pesquisador do IPEA, Frederico A. Barbosa da Silva. No texto de apresentação, o Secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Alfredo Manevy
, esclarece:
“Além das dimensões simbólica e cidadã, o MinC elegeu a economia como uma dimensão fundamental do debate acerca das políticas públicas da cultura. Isso implica afirmar que as atividades culturais passaram a ser observadas como atividades econômicas que, dada a sua abrangência, também contribuem significativamente para o desenvolvimento do País”.

Ainda em 2007, outra publicação que merece ser destacada é o “Sistema de Informações e Indicadores Culturais (2003-2005)”, fruto de convênio celebrado entre o MinC e o IBGE em 2004, que tem por objeto o desenvolvimento de uma base consistente e contínua de informações relacionadas ao setor cultural e a construção de indicadores culturais que possam fomentar estudos, pesquisas e publicações, fornecendo aos órgãos governamentais e privados subsídios para o planejamento e a tomada de decisão e, aos usuários em geral, informações para estudos setoriais mais aprofundados.

Comentando sobre as estatísticas das contas públicas, a economista Ana Carla Fonseca Reis, na obra “Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável”, expõe:
Neste aspecto, comungamos com a autora da obra “Economia da Cultura e Desenvolvimento Sustentável”, Ana Carla Fonseca Reis, “que os investimentos em cultura transcendem os realizados pelo MinC e pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Cultura”. Estes investimentos acabam sendo compartilhados e propiciando benefícios a uma série de outras pastas, a exemplo do Turismo, abrangendo o turismo cultural e o de experiências.

Falando em turismo cultural e economia da cultura, dados da Organização Mundial de Turismo - OMT nos revelam que:
“Para o ano de 2020, o turismo internacional terá movimentado em torno de 1,6 bilhão de pessoas, sendo 1,2 bilhão em viagens intra-regionais (75%) e 0,4 bilhão em viagens de longa distância (25%)”.
Existe hoje uma orientação da ONU, que desenvolveu o conceito de “conta satélite”, para a utilização desta ferramenta na mensuração do impacto do setor cultural na economia dos países.

Ana Carla Fonseca Reis, que é consultora especial deste organismo internacional, faz uma crítica a respeito dos atuais Sistemas de Contas Nacionais (SNC), que revelam, anualmente, a representatividade de diferentes setores na economia dos países, utilizando diversas fontes estatísticas e financeiras:
“Embora seja um instrumento de validade indiscutível, o SNC apresenta algumas carências. Uma delas é não identificar setores transversais à economia, como turismo, meio ambiente e cultura, que são distribuídos entre diferentes categorias econômicas”.

Os estados do Maranhão e Santa Catarina servirão de pilotos para um projeto de Mapeamento Cultural inédito no Brasil, onde um dos principais focos será a dimensão econômica de suas respectivas produções culturais. Várias instituições estarão envolvidas no projeto. No nosso caso específico, listamos, além das Secretarias de Estado da Cultura, Planejamento, Indústria e Comércio, Turismo, Trabalho e Economia Solidária, Ciência e Tecnologia; também a FAPEMA, o IMESC, UEMA, UFMA e SEBRAE.

O Ministério da Cultura será o principal parceiro e articulador no plano federal, associado ao IBGE, IPEA e UNESCO; esta última instituição responsável por uma recente pesquisa sobre a modelagem de indicadores culturais.

Uma grande mobilização de pesquisadores e agentes culturais públicos e privados deverá ocorrer nas 32 regiões Administrativas do Estado, a partir de janeiro de 2009, em todos os 217 municípios, reconhecendo seus patrimônios culturais com base na identificação e no registro de bens materiais e imateriais; promovendo a capacitação dos protagonistas da cultura local (artistas, gestores, produtores e demais agentes culturais); divulgando a produção artística maranhense com foco no reconhecimento da diversidade cultural e no fortalecimento das nossas maranhensidades; gerando conhecimentos e ampliando a informação sobre a cultura maranhense com base na elaboração de novos produtos culturais.

*Joãozinho Ribeiro é Secretário de Estado da Cultura do MA
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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Viva à Luta!


Viva à Luta!!!!!!!!

Estamos chegando na reta final do primeiro turno das eleições. Durante todo esse período de campanha temos percorrido os quatro cantos de Natal. Em visitas diárias às nossas vilas, ao comércio, em reuniões e debates com diversos setores sociais, no contato direto e cotidiano com o eleitor e a eleitora, o que temos sentido é a certeza de que estaremos no segundo turno. O melhor termômetro para medir nossa aceitação, neste momento, é o olhar, o reconhecimento e o apoio que temos recebido por onde quer que passemos.

Eleições se decidem na rua e Natal sabe disso. Depois de um início frio, a cidade já tomou conhecimento dos candidatos, dos projetos que representam ,do trabalho pela cidade, e começa, enfim a se posicionar. Os próximos dias serão decisivos na busca do voto dos indecisos e na virada do voto daqueles que ainda estão enganados pela falsa propaganda.

O PT e a União por Natal tem o que dizer e o que mostrar a Natal. Temos um programa de governo participativo, discutido e aprovado por centenas de companheiros e companheiras, temos trabalho pela cidade a ser mostrado, bem como temos a história de luta e de vida que diferencia a nossa candidata dos demais candidatos
Vamos às ruas. Buscar voto a voto. Em cada vila, em cada casa, em cada escola, em cada sala de aula, nos locais de trabalho, nos bares,nos campos de futebol, nas praças e em todos os espaços de cultura e lazer. Conversando, convencendo, politizando.
Pegue a sua bandeira, bote a estrela no peito.
Chegou a nossa vez!


Abraços,

Fábio Henrique Lima de Almeida


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Salve Fábio companheiro
Meu parceiro fraternal
Nessa terra radiante
Na batalha cultural
Eu aqui na luta sigo
Ao saudar o grande amigo
Da cidade de Natal!
Allan Sales( 81-8845 9991)